Primeiro de Janeiro 2024

Alan Dubner
13 min readJan 2, 2024

Feliz Ano Novo, Feliz Ano Passado

Começo esse ano com a alegria de ter a Marina Silva, na imagem desse texto, como tive em janeiro de 2023. A revista Nature, a principal revista de ciências do mundo, no dia 13 de dezembro, último dia da COP28 onde ela teve um papel extremamente relevante, publicou a escolha das 10 pessoas mais relevantes, no mundo, para a ciência em 2023. Entre as várias razões para ter ficado feliz nesse dia é que há 10 anos quando ela era a candidata favorita para vencer a eleição à presidência do Brasil, após a trágica morte de Eduardo Campos, foi massacrada pelos marketeiros de plantão dos dois outros candidatos, inaugurando o que viria ser a era das fake news. Todo dia inventavam uma mentira nova que chegava a “colar” em alguns grupos de desavisados. Essa manipulação criminosa das informações deixou sequelas que até hoje tem um ou outro que ignora quem ela é e o que vem fazendo, sem nunca ter parado, em seu ativismo pela Vida. Essa eleição também destruiu o PSDB que queria ter se composto com a Marina, mas o Aécio preferiu seguir um caminho diferente do partido e depois disso o partido se esfacelou e nunca mais voltou. E no primeiro dia da COP28, 30 de novembro, o jornal Financial Times escolheu Marina Silva como uma das 25 mulheres mais influentes de 2023. Ela vem acumulando centenas de reconhecimentos pelo mundo todo.

Se temos alguém para agradecer pelo que realizou em 2023, essa pessoa é sem dúvida a Marina Silva.

Recomendo esse texto da Pública:

Realidade Violada

Todo início de ano é marcado por uma introspectiva retrospectiva, que de alguma forma, pauta nossas intenções para o ano que está nascendo. Percepção é o que prevalece para definirmos a realidade, ou seja, nossa realidade. Cada um percebe a realidade da sua maneira e, provavelmente, bem diferente da do outro. Com tantas realidades, qual é a verdadeira? O que pode ser considerado, legitimamente, verdadeiro para todos? Em busca disso é que procuramos nos agrupar ou aglomerar (clusters) pelas semelhanças. Dentro da formação desses grupos existem subgrupos que vão sendo refinados até criarem um núcleo com uma visão bem particular (especialista) entre si. O problema é quando acreditamos que essa visão específica da realidade é “a” realidade e que a dos outros estão equivocadas. Com essas infinitas finitas visões da realidade, como foi acontecer de gradativamente reduzirem a apenas duas? Como está sendo possível aceitarmos a polarização da verdade ao invés de sua natural diversidade? Será que perdemos completamente a capacidade de olharmos sistemicamente? Só existem duas possibilidades de realidade e verdade? Essa polarização está ficando cada vez pior e criando divisões irreparáveis entre conhecidos, amigos, famílias, vizinhos… todas as relações estão sendo checadas. Se alguém não escolher entre A e B, é pior ainda porque será alvo do ódio dos que escolhem A e dos que escolhem B. Essas pessoas ficam no limbo, são consideradas omissas, alienadas, em cima do muro, ou simplesmente “sem noção”. Quando na verdade, são pessoas que, provavelmente pensam por si mesmas e estão fazendo outras escolhas diferentes do que as duas ofertadas. O que é mais impressionante ainda é que, geralmente, essas duas opções oferecidas pela polarização têm características muito parecidas entre si. Como então foi possível fazer com que um gigantesco número de pessoas se tornem torcedores fanáticos por um lado ou pelo outro? Talvez uma resposta simplista seja o domínio, cada vez mais avançado, das técnicas de manipulação!

IA — Ignorância Artificial

A inteligência natural sempre existiu apesar da humanidade ter escolhido, desde sempre, acreditar no inacreditável. Com o tempo nossa civilização passou a encontrar mais respostas objetivas valorizando as percepções da realidade. Porém, ao contrário do que se esperaria, a inteligência natural foi sendo, cada vez mais, deixada de lado. Os meios de comunicação pautavam o que deveríamos pensar e acreditar. Com as mídias sociais, a inteligência natural foi completamente abandonada dando lugar aos pensamentos, crenças e ações programadas pelos algoritmos e nos fazendo agir acreditando que se trata da nossa vontade própria.

Essa Ignorância Artificial está sendo ampliada pela chamada Inteligência Artificial. A própria inteligência artificial que vem sendo cultuada, não é propriamente inteligente, ela apenas simula com uma extraordinária capacidade de operar a linguagem expressões que parecem ter inteligência intrínseca. Não tem! São grandes modelos de linguagem (Large Language Models) que processam linguagem natural (Natural Language Processing), que entendem e geram linguagem natural (Natural Language Undertanding and Natural Language Generation). É só isso! Parece pouco se comparados com a ideia de que possuem inteligência própria. Mas é gigantesca as possibilidades de interatividade e efetivamente tem alterado muitas coisas em quase todas as áreas. O perigo maior é acreditarmos que não somos influenciados por seu poder de persuasão. Hoje, se olharmos em volta, podemos perceber de que algumas questões que estão sendo largamente influenciadas pelos algoritmos e pelas ações diretas (mal) intencionadas na direção da polarização. O único antidoto para evitarmos sermos manipulados é usarmos a nossa Inteligência Natural (IN).

Carta de Harvard

Apenas ilustrando de maneira impressionante casos de Ignorância Artificial vou citar superficialmente o caso da Carta de Harvard. Acredito que chegou o fim da era das Universidades do Poder. Essa última “aventura” vai enterrar de vez essas fábricas de produzir líderes desumanos. Há duzentos anos as Skull & Bones (Yale) das universidades vem forjando a elite mais podre (trocando o “r” pelo “e”) dos EUA. Não sei quantas são hoje, mas devem ter, pelo menos, uma dúzia bem forte fazendo estragos a todo vapor. Também o estupro sistemático de jovens dopadas remonta mais de um século sem que exista qualquer consequência para os futuros líderes do país (com honradas exceções). O sistema de admissão é outra absurdalidade em que os privilegiados podem entrar, seja por já serem da elite ou por comprarem, a peso de ouro, seu passe.

Essas universidades sempre foram muito bem-vistas, como a Suíça — o país que mais fez coisas nefastas para o mundo, ainda consegue ser bem visto.

Acredito que será muito difícil voltar a ficar em pé depois desses últimos dois meses. Serão totalmente remodelados e talvez (sou otimista) cheguem a se preocupar com a aprendizagem e a formação. Mesmo assim acredito que levará muitos anos para isso. O rei nu não teria sido escancarado se não fosse o mega tropeço iniciado pela Harvard quando um bando de meia dúzia de estudantes escreveram uma carta, no próprio dia 7 de outubro enquanto as atrocidades ainda aconteciam e receberam o apoio automático (ninguém leu) de vários grupos da Harvard, começando com a frase: “We, the undersigned student organizations, hold the Israeli regime entirely responsible for all unfolding violence.”

O que a liderança de uma instituição deve fazer diante de uma coisa dessas. Expulsão imediata dos poucos gatos pingados e depois pensa no que fazer. Foi o que a Johnson fez no caso do envenenamento do Tylenol (1982) Tira todos do mercado e depois pensamos o que fazer. Esse prejuízo da J&J se tornou o melhor investimento possível na marca. Mas não foi o que o time de governança da Harvard fez… a situação se escalonou e as decisões foram piorando a cada dia, até chegarmos na situação atual. Não sei qual está sendo o prejuízo financeiro (na casa de bilhões de dólares) mas o prejuízo de promessa de marca é inestimável. A Columbia University também teve uma carta publicada no próprio dia 7 de outubro que continua a frase: “The weight of responsibility for the war and casualties undeniably lies with the Israeli extremist government and other Western governments.” Isso enquanto o Hamas ainda destruía para (talvez) sempre a possibilidade de paz no Oriente Médio.

Se Harvard tivesse agido corretamente no dia 8 de outubro esse vírus não se espalharia por tantas universidades e não causaria os estragos que estão acontecendo. Agora estão emergindo até as doações milionárias que os países árabes fazem às universidades. Por que o fazem? Qual a intenção. O Qatar aparece como um dos maiores doadores. Doações acima de sua capacidade comparativa com seu PIB. Oi? O que está acontecendo? As três reitoras (Harvard, MIT, PENN) que depuseram no congresso americano, deixaram claro que o antissemitismo é uma prática normal em seus campus. Quando perguntadas se apelar para o genocídio dos judeus viola as regras ou código de conduta de suas universidades, as três responderam vagamente “depende”, deixando as três importantes universidades em situação vexatória. Quais serão os próximos passos?

Será muito difícil as Universidades do Ivy league se reerguerem dessa lama! Será que os patrocinadores do Qatar e outros países árabes vão cobrir os imensos prejuízos financeiros, morais e de imagem?

Quem troca a PAZ pelo Ódio?

Durante muitos anos venho expressando o quanto me preocupo com líderes de nações que usam seus cidadãos para benefício próprio. Seja pela sua sede de poder, seja pela forma como vê o mundo ou pela corrupção pura e simples. Em geral esses déspotas têm essas três características juntas. Minha preocupação maior não é com o fato de que eles existem, mas sim com o fato de serem apoiados por esses mesmos cidadãos que são pisoteados. Entre eles está o Bibi de Israel, que venho dizendo há anos que ele é um perigo para Israel e os judeus no mundo todo. As pessoas misturam coisas que não se misturam e por isso defendem ideias que não são compatíveis com um mínimo de bom senso. Israel é um país que tem uma posição geográfica no mundo. Israelense é um cidadão de Israel, independentemente de suas crenças ou religião. Judeu é uma denominação de uma etnia e ou de uma religião. Muitas religiões, nos dias de hoje, descendem da religião judaica. As principais são o Cristianismo e Islamismo. Cada uma dessas religiões gerou, também, descendentes. Alguns como católicos, protestantes e evangélicos para os judeus cristãos como Sunitas e Xiitas para os Islâmicos. Para não entrar mais fundo em outras confusões, só queria falar da minha posição em relação ao Bibi, que não é Israel, nem são os Israelenses e nem os judeus. Ele ocupa uma posição num cenário e contexto do qual me oponho há anos.

Benjamin (Bibi) Netanyahu foi, em 1995, responsável pela virada dos caminhos de Israel em direção a Paz para o ódio e a guerra. Conseguiu inflamar uma parte da população gerando violência e culminando no assassinato de Yitzhak Rabin, um general que foi bem importante para a sobrevivência de Israel e sabia que o único caminho possível para a segurança do país seria firmar a paz na região. Rabin foi substituído por Shimon Perez, um importante expoente da política e diplomacia israelense, que ganhou, junto com Rabin e Arafat em 1994, o prêmio Nobel da Paz. As eleições para primeiro-ministro (primeira vez que seria eleito por votação da população) de Israel em 1996, tinham como vencedor certo o Shimon Perez. Netanyahu estava praticamente acabado depois de ter causado a convulsão de violência no país que resultou na morte de Yitzhak Rabin. Acontece que poucos meses antes das eleições o Hamas (sim o mesmo Hamas que tem viabilizado a permanência do Bibi em 2023) fez uma série de ataques terroristas (homens-bombas) que viraram o jogo eleitoral fazendo com que o Netanyahu, inacreditavelmente, vencesse as eleições por menos de 1% de diferença. Israel seguiu, politicamente, um novo caminho! O caminho do ódio! Triste para um país tão resiliente que conseguiu transformar um deserto num oásis em tão pouco tempo. Triste para os judeus, muçulmanos, cristãos e outras culturas e religiões que vivem lá. Quando novamente Israel, estava buscando a paz, com acordos sendo realizados e a definitiva expulsão do Bibi do cenário político, o Hamas consegue executar o mais bárbaro dos ataques terroristas até hoje já infligidos a uma nação. Com isso o ódio volta com tudo, a guerra volta a ser o dia a dia, o Benjamin Netanyahu consegue continuar no poder com sua equipe de… Historicamente já vivemos esses momentos em que uma onda de violência reverte os rumos de uma eleição. No fatídico 11 de setembro de 2001, o então presidente eleito George Bush filho, estava tão desacreditado pelas comprovadas fraudes nas eleições americanas em que Al Gore tinha vencido, que estava sendo renegado pela maior parte do país. O ataque as torres gêmeas, criou uma comoção patriótica que fez o país se unir com o que tinha e apesar das respostas, hoje claramente equivocadas, fez George W. Bush conseguir se reeleger. Teria sido impossível sem esse ato terrorista. Nas eleições de 2004 na Espanha os atentados terroristas de 11 de março em Madrid, três dias antes das eleições, reverteram os resultados. Os ataques terroristas de 7 de julho de 2005 em Londres não alteraram os resultados das eleições em si (reelegeram Tony Blair em maio) mas geraram muitos conflitos sociais e problemas na segurança que levou a muitos equívocos, entre eles, a execução, por engano, do brasileiro Jean Charles pela Polícia metropolitana de Londres. Em 2008, na Índia, os ataques (26/11) em Mumbai influenciaram diretamente as eleições em maio de 2009. Na França em 2015, o presidente François Hollande estava desacreditado e até mesmo sendo humilhado nas mídias. Com o ataque terrorista (ISIS) de 13 de novembro de 2015, a situação mudou inteiramente. Ocupou integralmente a mídia internacional, até mesmo ofuscando no Brasil onde havia, uma semana antes, se assassinado o Rio Doce (tragédia de Mariana). Hollande saiu do castigo e passou a ter um protagonismo inédito, renasceu das cinzas. Foi duas semanas antes da COP21 de Paris e ao invés de ficar quietinho num canto esquecido tomou posse da COP, atropelando o presidente Laurent Fabius (que era muito bom por sinal). A extrema direita que estava também apagada se levantou com a Marine Le Pen e foi até possível o jovem franzino ministro da economia, Macron, ter a petulância de se candidatar à presidência da França. Antes dos ataques os únicos candidatos possíveis seriam o François Fillon e o Mélenchon. Acredito eu até a Christine Lagarde preferiu não chegar perto dessa confusão e continuar no FMI… perderam os franceses. Pois é… foi possível eleger e reeleger o Macron. Em 2015 a Turquia também sofreu consequências nas eleições parlamentares daquele ano, além da destruição de . O ISIS cometeu atrocidades inomináveis e foi dizimado, o mesmo deve acontecer com o Hamas. Mesmo assim vão continuar a existir grupos extremistas terroristas que, indiretamente, favorecem a extrema direita através da violência e do ódio! Com isso fica ingênuo e até piegas dizer que a solução para qualquer problema é o Amor. Tudo que precisamos é Amor! All we need is Love!

Recomendo esse documentário do FRONTLINE:

Netanyahu, America & the Road to War in Gaza

O texto de hoje ia ser principalmente sobre a COP28 que passei todos os dias, até 13 de dezembro, assistindo, participando e anotando pontos relevantes. Achei que precisava de um distanciamento maior de tempo para fazer isso sem ficar repetindo o que já foi bem documentado. Deixo então só esse link do Observatório do Clima com um pouco de esperança rumo a COP30 no Brasil.

Só lembrando que a invasão da Rússia na Ucrânia fez hoje 677 dias!

Efemérides

1º de janeiro 2023

“Voto de Confiança

Hoje, no discurso de posse do presidente (pela terceira vez) Luiz Inácio Lula da Silva, agradeceu o voto de confiança dos Brasileiros que o elegeram. Acredito que esse seja o ponto mais importante. Os votos que o elegeram nas urnas não foram diretamente para ele e sim, um VOTO de CONFIANÇA para a Frente Ampla nascida para garantir a democracia, acabar com a sistemática destruição socioambiental, sanar a saúde, ressuscitar a cultura, regenerar os direitos humanos, repaginar a educação e principalmente frear a enorme onda de violência. Esse voto de confiança é também mundial. As relações internacionais em, praticamente, todas as áreas estão acreditando e torcendo para que os discursos se materializem em ações concretas. Confiança!”

1º de janeiro 2022

“Quais são as verdades inconvenientes que não podem aparecer?

Fiz uma lista rápida de algumas que me ocorreram. Claro que tem as mais óbvias que são criadas, quase que diariamente, pelo atual governo federal. Mas vamos a minha listinha: origens da soja transgênica no Brasil; liberação sistemática dos agrotóxicos; COP26 e a Ômicron pelo mundo; usina de Belo Monte; indústria da proteína animal; agricultura predatória; Código Florestal; indústria da pesca; escândalo da FIFA; escândalo da Petrobras; pedofilia na igreja e muito mais verdades inconvenientes que precisam de lastro nas mentiras convenientes (Fake News) para manterem a realidade da ficção.”

1º de janeiro 2021

“A terceira e talvez a mais importante constatação é a da ditadura da polaridade. Ela existe há muitos anos e nos últimos seis vem crescendo exponencialmente através das manipulações da mídia, principalmente das mídias sociais. O início dessa modalidade de manipulação começou em 2014 nas eleições brasileiras, depois foram profissionalizadas em 2016 no referendum do Brexit (que aliás começa hoje), na eleição americana de 2016 e foi crescendo extraordinariamente a ponto de ser muito difícil separar o joio do trigo. A pandemia fez emergir a parte mais obscura desse fenômeno que é a imbecilidade de rebanho. Trata-se de uma simplificação do pensamento e a erradicação do diálogo. Nada de pensamento sistêmico ou de frescura com filosofia. É nós ou eles! Simples assim! Você é a favor ou contra! Comportado ou rebelde! Certo ou errado! Normal ou anormal! Sadio ou doente! Esse modelo mental é tão absurdo, apesar de ser violentamente defendido, que me faz pensar o que seria dos computadores se essa prática binária fosse aplicada a eles. Um computador só entende ligado ou desligado (zero 0 e um 1). Passa energia ou não passa energia. No entanto a combinação de possibilidades de 0 e 1 é gigantesca permitindo existir tudo que temos até hoje com apenas diálogos entre ligado e desligado. Essa redução da complexidade humana nos faz perder a possibilidade de fazer as combinações imaginativas que tanto necessitamos para sobreviver a essa crise civilizatória. Ficamos reduzidos a ter que dizer se somos contra ou a favor da vacina contra o novo coronavírus. Como se fosse possível responder essa pergunta sem saber quais das mais de 100 vacinas estão se referindo, quais os resultados dos testes que estão sendo realizados, quais os riscos e muito mais. No entanto se você começar a fazer perguntas, você é considerado ser contra vacinas e provavelmente vacinas em geral. Isso está valendo e cada vez pior para tudo.”

1º de janeiro 2020

“Entre essas coisas todas de 2019, ressalto a vergonha que o Brasil passou em setembro na Assembleia Geral da ONU com o foco principal na crise climática. Foi realizada, em paralelo, uma Cúpula do Clima Especial onde líderes mundiais, cientistas, e ativistas discutiram ações urgentes para combater as mudanças climáticas. O presidente do Brasil, em seu discurso na Assembleia, falou tanta bobagem (orientado por Steve Bannon) que fez com que o discurso, pronunciado em seguida pelo presidente americano, Donald Trump parecesse… razoável. Dá para acreditar? Esse foi um feito incrível! O Brasil, através do seu atual governo, deixou claro que está trabalhando contra o meio ambiente, contra as principais questões sociais e contra as vantagens econômicas competitivas do Brasil. Recusaram a realização da COP25 no Brasil, que foi para o Chile e de última hora teve de ser realizada na Espanha. O Ministro do Meio Ambiente, criação do ex-governador de São Paulo, é um desastre para os negócios do país. Ele é um perigo para o mundo todo. Não sei se conseguiremos sobreviver mais um ano. Os estragos gerados em apenas um ano de mandato levarão anos para o país se recuperar.”

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Alan Dubner

Consultoria em Sistemas de Aprendizagem e Educação para Sustentabilidade